• 0
    • Nenhum produto no carrinho.

A dualidade

O principio é o extremo do fim, o caminho não tem principio nem fim, é o não Ser e está em tudo e no vazio. O caminho é o fluxo constante do todo que só consegue ser vivenciado no vazio de sua totalidade. O caminho não pode ser definido, pois é o que define tudo e se o todo é vazio, o que o contém não está ao alcance da consciência. Para ter o todo é necessário esvaziar-se e isto é reconhecer-se em si mesmo sem qualquer conceito dual apenas vivenciando o poder do momento presente. Como o ponteiro dos segundos no relógio que se movimenta, deixando para trás o passado indo sempre na direção do futuro, sendo ele ponteiro, o presente de cada momento. O que existe verdadeiramente é só o presente. Qualquer momento tem sua expressão no agora. Ao movimento constante entre passado e futuro denominamos vida eterna, no espaço ilusório existente entre estes dois extremos, vivemos a vida terrena limitada por inicio e fim. A eternidade é o agora que no nada tudo contém.

O presente é o caminho de volta ao principio e ao entendimento do infinito. O caminho é o movimento da não ação. Não ação significa a não interferência no fluxo do movimento universal, permitindo sua manifestação em seu todo. Não ação é o esvaziar-se dos conceitos, preconceitos e necessidades.

Toda crença nos mantém presos ao passado ou ao futuro, mas se ambos são vazios quando no agora, porque crer em algo que não seja o agora? Só no presente temos o poder da realização do caminho reto. Só o agora é a certeza do equilíbrio, só o agora flui sempre na mesma direção sem a necessidade de escolhas, só o agora nos mantém conscientes da ilusão do passado e do futuro, só no agora somos a percepção da unidade dual.

Viver nesta consciência é viver na unidade, é viver a conecção com o infinito com a verdadeira realidade da existência que se manifesta muito além dos parcos conceitos sociais que nos mantém aprisionados às necessidades desnecessárias de nosso momento hominal.

Deveríamos seguir o ensinamento da água que, quando nasce apenas gotículas, já sabe do seu potencial de ser um oceano e faz toda sua caminhada na direção do mar sem se prender a qualquer forma anterior adquiridas, incorporando as variantes das mudanças sem se prender a elas, apenas mantendo a essência como o principio e fim de sua existência.

Que a paz seja com todos.

Que todos os seres sejam felizes

Namastê

Ademir A Fulber

 

'Escrever um comentário';